Bride: Discografia Comentada

O Dale Thompson anunciou o fim da banda e nós resolvemos relembrar seus discos.


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É amigos, parece que o fim realmente chegou. Dale Thompson, vocalista da Bride, emitiu a seguinte nota:

“A Bride agradece a todos pelo apoio. Desde 1985 fomos abençoados para criar músicas que falam ao coração das pessoas. Tem sido a nossa boa vontade para promover oevangelho de Jesus Cristo através da música. Nós lançamos nosso último CD “Incorruptible” e não haverá turnê. Oramos para que você mantenha a memória e a música da Bride viva em seus corações para os próximos anos. Deixamos-lhe uma grande biblioteca de nossa música. Sentimos que produzimos tudo o que podemos e Bride está dizendo adeus. Isto não é um até breve, mas é a linha final. Deus abençoe a todos”.

Minha caminhada na fé e no metal foi embalada por essa banda. Lembro bem da alegria quando comprei o Kinetic Faith (meu primeiro cd de metal) e na piração quando ouvi, pela primeira vez, o Snakes In Playground. Lembro também da minha cara de gato do Shrek quando eu ia pruma loja aqui e ficava vendo o Live To Die sem ter dinheiro pra comprar (até hoje não o tenho). Das três camisetas que tenho da banda e me orgulho até hoje em usar mesmo estando caindo aos pedaços hehe

Ai ai, muitas histórias rs, mas vamos ao que interessa.

Em homenagem a essa banda arretada, decidimos fazer um singelo retrospecto de sua discografia. Para mim, a história da Bride pode ser dividida em três fases: Heavy Metal (1986-1989); Hard Rock (1991-1994) e Modern Metal (1995-2013). Dessas só curto as duas primeiras porque a banda ainda mantinha uma identidade, mas se os caras resolveram mudar, fazer o que né?

Confiram aí nossa opinião e comentem :)

Antes da Bride, a Matrix

A banda foi formada pelos irmãos Dave e Troy Thompson. Em 1981, eles começaram a banda Matrix e lançou quatro álbuns independentes usando esse nome. Então, em 1986, eles fecharam um contrato com a gravadora Pure Metal Records, decidindo mudar o nome da banda para Bride.

Bride – Show no Mercy (1986)

A banda estreia com seu instigante Heavy Metal pela gravadora Pure Metal. O som é denso, intenso e obscuro o que perpassa também pela capa do disco com a gravura “A Destruição de Leviatã”, de Gustave Doré em 1865.

Steve Osborne marca sua presença no solo em “No Matter the Price”, mas com certeza o público da época deve ter se surpreendido com o poderoso vocal do Dale Thompson nesse álbum.

Ouça a clássica “No Matter The Price” .

Bride – Live To Die (1988)

Este é um disco épico não só para a discografia da banda, mas para a história do Heavy Metal. Live To Die traz, na capa, um dos cavaleiros do apocalipse e uma sequência de clássicos como “Metal Might”, “Hell No”, “Out for Blood” e a inesquecível “Heroes”. Uma atmosfera sombria e agressiva é pra onde “Live To Die” leva seu ouvinte. A banda estava em uma sintonia incrível com instrumentais e vocais impecáveis. Um disco eternizado na história do Heavy Metal mundial.

Um registro histórico de “Heroes”, do álbum Live To Die. Sem dúvidas, uma emoção eternizada.

Bride – Silence is Madness (1989)

Considerado o último disco da era Heavy Metal da banda, Silence is Madness não conseguiu emplacar o sucesso de seus anteriores e já era possível perceber a mudança musical da banda para o Hard Rock/Blues. Neste álbum a banda minimizou o discurso evangelístico e optou em abordar questões sociais. Fato que, para a época, foi vista com estranheza pelos fãs. A capa foi obra do artista norte americano Don Swartzentruber.


Silence os Madness, considerado o último registro Heavy Metal da Bride.

Bride – Kinetic Faith (1991)

Depois de uma curta experiência em bandas “seculares”, Dale decidiu mergulhar, de vez, a Bride no Hard Rock/Blues. Com influências nítidas de Aerosmith e Guns N´Roses, o álbum “Kinetic Faith” veio recheado de grandes faixas como “Troubled Times”, “Everybody Knows My Name” e “Kiss The Train”. O lançamento foi feita pela Star Song.


Para muitos essa é a faixa destaque do álbum Kinetic Faith, de 1991.

Bride – Snakes In The Playground (1992)

Mergulhado completamente no Hard Rock, a banda entrega ao público o avassalador “Snakes In The Playground”, considerado o “Live To Die” da década de 90. Ao contrário dos lançamentos feitos por outras bandas do estilo nesta época como Petra, Whiteheart, e Degarmo & Key, “Snakes” possuía a agressividade que fez com que esse álbum se eternizasse. Faixas como “Rattlesnake”, “Would You Die for Me” e “Psychedelic Super Jesus” justificam a grandiosidade dessa obra.


Você esteve nesse show?

Bride – Scarecrow Messiah (1994)

A expectativa era muito depois do épico Snakes In The Playground, mas o sucesso não emplacou. Scarecrow Messiah é, desde sua capa, um disco comum e pouco expressivo.


Mesmo não sendo um dos melhores álbuns, vale a pena conferir.

Bride – Drop (1995)

Mudando mais uma vez de gravadora (agora com a Rugged Records), a banda entrega um som atípico, quase acústico com presença de banjo e bandolim. Drop é um disco pouco lembrado pelos fãs.


Tão alternativo que nem parece a Bride.

Bride – The Jesus Experience (1997)

Depois de espantar vários fãs com Drop, a Bride recorreu a elementos do Grunge para trazer de volta o peso na sua música e para deixá-la mais “moderna” e comercial. Apesar de ter sido um bom esforço, o disco também não emplaca. Só se salvando a curiosa faixa “The Worm” inspirada em Davi no Salmo 22.


O clipe da inquieta “The Worm” .

Bride – Oddities (1998)

12 anos depois de sua estréia é nítido que se trata de outra banda com o mesmo nome. Em Oddities não há resquício de Snakes in The Playground e, muito menos, de Show no Mercy. Contudo o disco conta com as ilustres presenças de Jamie Rowe,Tony Palacios, Jamie e John Elefante.


Uma outra banda, mas com o mesmo nome. Do visual a sonoridade é a Bride em Oddities.

Bride – Fist Full of Bees (2001)

“Fujam para as montanhas”, provavelmente falaram os fãs da Bride ao ouvirem ‘Fist Full of Bees’. Depois de mais de 10 anos de carreira muitas bandas pensam em inovar sua sonoridade para acompanhar os novos ritmos e assim fez a Bride, contudo, eles deram um tiro no pé. Extremamente moderno, mergulhado no New Metal, efeitos eletrônicos e rap, a banda levou seus fãs ao delírio do desespero.


O delírio da Bride em Fist Full of Bees de 2001.

Bride – This Is It (2003)

Depois do desastroso Fist Full of Bees em 2001, a Bride dá um significativo passo para trás e volta para o Hard Rock. Pode-se considerar “This Is It” como um hard rock moderno lembrando os álbuns da metade da década de 90. Destaque para “Blow It All Away” e “Head Lookin’ for a Bullet”. Mas é perceptível que a modernidade ainda está presente em “More Than Human”. O disco foi lançado de forma independente.


O Hard Rock volta ao som da Bride.

Bride – Skin For Skin (2006)

Uma mistura de todos os estilos pela qual a banda já se aventurou é a melhor definição para Skin For Skin. Um álbum pesado, moderno, com toques nostálgicos que passou por média na crítica.

Entenda a mistura que a Bride fez em Skin of Skin em uma única faixa:

Bride – Tsar Bomba (2009)

Já se passaram mais de 20 anos desde “Show No Mercy” e, de fato, as chances de ouvir puro Heavy Metal ou Hard Rock da Bride foram sepultadas. Tsar Bomba segue a linha de Skin For Skin com seu peso e modernidade. O disco foi produzido com a ajuda financeira dos fãs.

Bride – Incorruptible (2013)

A banda chega ao seu fim com a obra “Incorruptible”. Na era moderna da Bride, esse disco foi considerado o melhor da banda. Obviamente não se compara aos tempos áureos, mas é um bom disco. Todo a comunidade agradece os serviços de 27 anos de banda.

E o fim chegou…

 

Thanks, Bride! Alguns álbuns já são inesquecíveis! :D