
O show da veterana Palavrantiga na Conferência Oxigênio 2013!
Alegria sempre que vier
Por Eduardo Thomaz
Na primeira edição da Conferência Oxigênio (2010), a banda Palavrantiga recebeu um voto de confiança da produção do evento ao ser escolhida pra encerrar a Conferência. O quarteto mineiro/capixaba fez valer o voto de confiança recebido: mandou bem e logo caiu nas graças do público presente naquela edição da Conferência. A partir dali, a banda teve seu trabalho amplamente divulgado no Norte e Nordeste, assim como em outros estados brasileiros.
Uma profunda relação de cumplicidade nasceu entre os produtores da Conferência Oxigênio e os integrantes do Palavrantiga, rendendo ao grupo participação em mais duas edições do evento: a 2ª (em 2011) e a 4ª (em 2013). Em 2012, apenas o vocalista Marcos Almeida foi convidado para participar do evento, com o intuito de dirigir uma palestra, porém aproveitou a ocasião e cantou algumas músicas de sua banda (para alegria do público presente).
A história da Conferência Oxigênio e a da banda Palavrantiga podem facilmente se confundir, de tão entrelaçadas que são. Se por um lado a Conferência Oxigênio é responsável por parte do sucesso do Palavrantiga, por outro o grupo é a trilha sonora da Conferência. Marcos Almeida, Josias Alexandre, Lucas Fonseca e Felipe Vieira possuem forte ligação também com o público de Recife: a banda se apresentou na cidade pelo menos cinco vezes desde 2010. Foi em clima de intimidade que o primeiro show da banda na última noite da Conferência Oxigênio 2013 aconteceu. Apesar do considerável atraso para o início do show, o público permaneceu eufórico para receber aquela que já era de casa e coração. Antes que qualquer integrante da banda tivesse subido ao palco do Teatro Luiz Mendonça, já era possível notar uma aglomeração de pessoas em frente ao palco.
Passava das 20hs quando a banda subiu ao palco ovacionada pelo público. Os integrantes rapidamente tomaram seus postos e logo se ouviu o riff inicial de “Rookmaaker”. O teatro foi tomado por centenas de vozes cantando, em uníssono, a bela canção de cunho filosófico que faz referência ao historiador da arte Hans Rookmaaker. O espetáculo prosseguiu com “Minha menina”, “Seguro vou”, “Pensei”, “Branca”, “Amor que nos faz um”, “Casa”, “Partiu”, “Rio Torto”, entre outras. Sabiamente a banda intercalou músicas de seus dois álbuns: “Esperar é Caminhar” (2010) e “Sobre o Mesmo Chão” (2012). A platéia mostrou-se atualizada, cantando, do início ao fim, tanto as antigas quanto as novas músicas, provando que o Palavrantiga superou o tão temido “drama do segundo álbum”. O som emitido do palco, combinado ao da platéia, ocupou todos os espaços do teatro, criando uma atmosfera envolvente.
Durante a execução de “Vem me socorrer”, talvez a música preferida do público, Marcos Almeida misturou-se à platéia, fazendo jus ao famoso carisma mineiro. Na sequência, foi executada “Sobre o mesmo chão”: uma bela canção que transmite mensagem de esperança, que dá título ao novo álbum e com a qual a banda despediu-se do público. A apresentação foi praticamente impecável, exceto por alguns contras, como o já mencionado atraso (superior a 1 hora), o curto setlist (composto por apenas 12 músicas) e o baixo volume vocal de Marcos Almeida. Porém, nada disso tirou a beleza e a grandiosidade da noite.
Em suma, nos resta a certeza que a Palavrantiga tem ocupado uma posição de destaque cada vez maior no cenário musical e seu trabalho tem alcançado um número cada vez maior de pessoas; os shows do último dia 29 – com suas duas sessões parcialmente lotadas – são uma prova disso. Atualmente, a banda tem sido a principal representante de um movimento que tem rompido os muros entre as músicas produzidas por cristãos e o pop/rock nacional. As bandas desse movimento têm sido identificadas pela inteligência e poesia de suas letras, pela abrangência temática e pela diversidade sonora. A arte é um fenômeno complexo e grandioso demais para ser rotulado de forma simplista.







1 Comentário
Cada vez que eu leio esses reviews da Oxigênio a unica coisa que aumenta em mim é a certeza de que estarei ai na próxima edição =D.
Posso dizer com toda certeza que nunca fui a um show “razoável” do Palavrantiga, todos os shows que tive o prazer de ir foram sempre muito bons, elétricos, animados de mais. Os caras tem uma presença de palco para ninguém botar defeito e isso sem falar das músicas que preenchem o setlist dos shows. Temos uma banda de rock diferenciada, para a Glória de Deus!