Entrevista com Colton Dixon, ex-American Idol

Apenas um dia depois de lançar seu primeiro disco pela Sparrow Records, o ex-participante do American Idol, Colton Dixon, concedeu uma entrevista à repórter Courtney Warner, do Jesus Freak Hideout, sobre o reality show que participou, sobre o álbum A Messenger… e sobre Batman.


Entrevista feita em 30 de Janeiro de 2013.

JFH (Courtney Warner): Olá, Colton, eu sou a Courtney, do Jesusfreakhideout.com. Como a Califórnia está te tratando?

Colton Dixon: Muito bem! É muito quente aqui, e eu estou usando um casaco de pele, então é um jeito de sentir muito calor. Estou percebendo isso agora, mas apesar disso, é tudo muito bom aqui. *Risos*

JFH: Ótimo! Você está aí por alguma coisa relacionado ao American Idol?

Colton: Na verdade, eu estou aqui porque nós estamos ensaiando. Eu estarei com a Jessica Sanchez (2ª colocada na 11ª temporada) nas Filipinas daqui a algumas semanas, então estamos ensaiando.

CD-AMessengerJFH: Muito bacana, isso parece divertido! Ok, além do álbum que você está lançando, o qual saiu ontem (29/01/2013), o que mais você tem projetado para 2013?

Colton: Cara, eu estou tão maravilhado com a resposta do álbum. Mas estou muito empolgado com a turnê com o Third Day. Amo aqueles caras e eu os tenho ouvido desde que eu era muito pequeno. Meu pai é meio que um mega fã deles *risos*. Então, minha família e eu estamos muito empolgados com a turnê. Mas, além disso, eu não faço ideia do que vem até o final do ano; estou dando um passo de cada vez, sério. Então, entre o lançamento do álbum e a turnê com o Third Day, isso é bastante coisa pra esse ano.

JFH: Parece que será muito divertido fazer essa turnê com o Third Day e tudo o mais que você planeja. Como surgiu o lance da turnê com o Third Day?

Colton: Na verdade, a assessoria disse que o Third Day estava interessado e então eu tive um jantar com o Mac Powell e a esposa dele quando a turnê do American Idol passou pela cidade deles. E eles foram muito gentis. Mac, oficialmente, estendeu o convite a mim e nós conversamos um pouco sobre isso e eu estava, definitivamente, à bordo. Desde que a assessoria mencionou isso, eu disse, “sim, definitivamente, aceite isso”. Eu estava louco por algo assim. Eles são caras incríveis e eles serão ótimos “primeiros mentores” da minha primeira turnê – estar na estrada, ver e conhecer o “certo e errado”. Vai ser incrível!

JFH: Tem cara de que será uma ótima turnê, com certeza. Desde o lançamento do seu álbum, como tem sido o retorno dos fãs?

Colton: Pelo que eu tenho visto, tem sido muito bom. Eu não sei se as pessoas não têm compartilhado os comentários negativos *risos*. Mas parece que os fãs estão realmente aproveitando isso e eu sei que eles têm sido extremamente pacientes. Eu tenho trabalhado nesse álbum desde que fui eliminado [do American Idol], sabe, então foi por um curto período de tempo que pude me dedicar integralmente ao álbum. Sim, eles [os fãs] parecem ter amado. Eu sei, eu amo isso, estou realmente orgulhoso disso, e sou grato por eles estarem se conectando com essas canções, também. Essa é a minha maior prioridade: que meus fãs se conectem de verdade com as canções e que eles possam usá-las como ferramentas para espalhar o Evangelho, sabe? E estou super feliz por tudo isso.

JFH: Quando se trata de composição, de onde você tira sua inspiração?

Colton: Varia. Ela pode vir de um versículo da Bíblia, pode vir de um simples toque ao piano, ou até mesmo a canção chamada “Scars” que foi inspirada em histórias de fãs. Eu pedi a eles que me mandassem histórias com seus testemunhos, e eu fiquei muito quebrantado lendo alguns daqueles e-mails, e havia uma recorrência da palavra “cicatrizes”, que é meio que por onde surgiu a música. Eu apenas queria encorajá-los, sabe? Hoje é um outro dia, um novo dia. Aprender com nossos erros e saber que nós somos perdoados, que não somos esquecidos. Isso é apenas um novo começo, cada dia é um novo começo, e eu acho que algumas dessas pessoas que me enviaram e-mails precisavam ouvir isso. E é bacana ouvir pessoas que passaram por tantas coisas se conectando com essa canção, especialmente. Então, a inspiração, as ideias para as músicas variam.

JFH: Eu fiz a resenha do seu álbum para o site e “Scars” foi uma das músicas que mais gostei de todo o álbum, foi um trabalho muito bem feito, é uma ótima música.

Colton: Incrível!

JFH: Então, seguindo com isso, qual é a música que tem um maior significado pra você, te sobressai mais em todo o álbum?

Colton: *assobios* Cara, as pessoas me perguntam qual é a minha música favorita, e eu acabo elegendo cinco ou seis *risos*. Mas acho que Scars é maior, pra mim, eu realmente me conectei com essa canção. Eu diria que Never Gone é outra com a qual eu me conectei bastante, e ainda é uma das minhas favoritas, apenas porque surgiu quando eu caminhava para o fim da participação no American Idol. Eu me sentia desconectado da minha família e amigos, e Deus, em um ponto, eu apenas me lembrava dEle me confortando e me dizendo “Eu tenho estado contigo em todo tempo, e eu prometi que nunca te deixaria”. Foi meio que “tenha um pouco de fé”. Eu acredito que o apelido que Ele me deu foi Doubting Thomas (ou como chamamos alguém de São Tomé, no Brasil, alguém que só acredita vendo) *risos*. Mas sim, a ideia por trás da canção me encorajou e eu era capaz de trazer isso à vida com meus produtores, e é uma canção com a qual eu realmente me identifico.

JFH: E é uma das músicas que você apresentou na turnê [do American Idol], certo?

Colton: Correto.

JFH: Então, como você acha que a turnê com o Third Day será diferente em relação à turnê do American Idol? Além do pessoal, claro. Como a produção e tudo o mais?

Colton: Ah, eu não estarei dançando “Moves Like Jagger” (Maroon 5), pode ter certeza. *risos* Cara, os fãs têm feito algumas chantagens sérias comigo, é tudo o que estou dizendo. *risos* Isso será uma chance, pra mim, de ter um tempo, um set, no qual eu realmente apenas poderei colocar meu coração nessas músicas e realmente adorar com elas. Eu sei que eu tive um breve momento para fazer isso com “Never Gone” na turnê do American Idol, mas estou ansioso por ter um tempo de verdade para adorar, sabe? Não apenas uma música, ou um breve momento, mas me conectar de verdade com elas e ser uma “janela” para que vejam a Deus através de mim. Isso é o que eu quero fazer nessa carreira, ser um reflexo do que Deus está fazendo. Então, eu tenho a esperança de que isso acontecerá na turnê com o Third Day. Nós conhecemos o material, e apenas estaremos por aí tocando isso, com uma pegada mais pesada em algumas músicas, mas na maior parte do tempo apenas sair do caminho e deixar que a Palavra de Deus mova, e eu estou muito ansioso por isso. Nós teremos um ótimo tempo.

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JFH: Legal. Seguindo por essa perspectiva, se você pudesse criar a “turnê dos sonhos”, seja você a performance principal ou de apoio, com talvez 4 ou 5 shows, quem você escolheria? E poderia ser qualquer um, vivo ou morto.

Colton: Switchfoot seria uma. (JFH: Boa escolha.) Ah, cara, acho que Coldplay seria outra; Lifehouse também. Ah, cara… Acho que Thirty Seconds To Mars seria incrível, mas não acho que eles não se encaixariam com as outras bandas. Musicalmente, os caras são insanos. Explodem minha mente. Eu acho que Casting Crows seria outra banda incrível na turnê. Eu estive em alguns shows deles e eu fiquei verdadeiramente encantado com o quão verdadeiro eles são, e como Mark Hall é completamente hábil em deixar o Senhor agir. E Ele realmente nos toca, sabe? Eu lembro da sensação do Espírito Santo me enchendo por completo naquele lugar quando eu estava lá. Sim, eu escolheria esses caras.

JFH: Como surgiu a sua parceria com a Sparrow Records? E você considerou assinar com um selo maior como a Atlantic ou Warner Bros ou alguma outra desse porte?

Colton: Sim, desde que eu estava na mídia, num reality show, tão longe quanto a música vai, eu não sabia se Deus abriria alguma porta no meio musical ou não. Então, eu tive um pouco de tempo lá onde eu estava indo e voltando e vendo o que Deus queria que eu fizesse. Se eu tivesse tido a chance, eu teria cantado músicas cristãs no programa, mas eu apenas queria ter a certeza que aquilo era o que Deus queria pra mim. Então o que eu decidi fazer, ao invés de pedir uma resposta direta, eu pedi que Ele estivesse no meio das sessões de composição, sabe? E, apenas dependendo disso, que Deus responderia daquele jeito, sabe, com músicas. E Ele o fez; é bem óbvio que eu precisava estar na música cristã porque algumas dessas músicas foram bem específicas. Mas quando a Sparrow Records surgiu, meu empresário sugeriu que fizéssemos uma reunião com eles, e eu tinha ouvido coisas ótimas sobre a gravadora. Eles têm um incrível registro, mas mesmo depois de apenas uma reunião com eles, e vendo quem eles são de verdade, não apenas como pessoas de uma gravadora, eu fui contratado. Foi apenas uma questão de ver se as decisões comerciais eram tomadas com cuidado, mas eu absolutamente amo todos na gravadora. Eu até vou lá só pra passar o tempo, às vezes. *risos* Eles são pessoas incríveis, então sou muito feliz com isso.

JFH: Então, durante a turnê do American Idol, eu soube que você queria cantar “Meant to Live”, do Switchfoot, do álbum The Beautiful Letdown. Você disse que você queria cantá-la no show, mas não teve a chance de fazer. Há mais alguma canção que você queria cantar no show, mas não teve a oportunidade?

Colton: Sim, nós estávamos planejando cantar “The Sound of Silence”, do Simon and Garfunkel, no show, e foi muito legal. Foi bem despojada, algo como juntar Danny Elfman e Tim Burton. *risos* Foi muito radical. Eu ia cantar “The Show Must Gon On”, na Queen Week (fase do American Idol), eu amaria ter cantado a música do Switchfoot, é claro. Também a “I Will Not Bow”, do Breaking Benjamin. Eu amo essa música. São poucas, porque eu dependia do tema da semana. Foi onde surgiu “The Sound of Silence”. Mas sim, havia muitas músicas que eu queria ter cantado. A maior de todas, a que eu mais quis cantar, foi “Everything”, do Lifehouse, então sou muito grato por ter tido a chance de cantá-la.

JFH: Essa foi uma excelente performance. Eu não assisti à temporada passada, eu até me sinto mal porque eu assisti cada temporada anterior, mas eu ouvi sobre você, e eu tive que assistir alguns vídeos online e tal, e foi muito bom, por sinal.

Colton: Muito obrigado! Mas você, simplesmente, perdeu a ultima temporada. *risos*.

JFH: Foi isso o que eu entendi, eu fiquei desapontada com as temporadas anteriores, então eu meio que fiquei “bem, eu não tempo tempo pra ver isso”, então eu não assisti, e acabei perdendo uma das melhores temporadas!

Colton: Oh, ok. Mas sim, eu entendi.

JFH: Entao, quem você tem ouvido ultimamente, o que está no seu iPod?

Colton: Eu amo, amo, hard rock. Eu tenho ouvido o novo álbum do RED. Então. RED, Skillet, Fireflight, Family Force 5, Thirty Seconds do Mars, Coldplay… Estou curtindo bastante uma banda chamada Death By April. Eu não faço ideia do que significa o nome da banda, mas eu meio que viciei nas músicas, então isso é interessante. E é muito, muito estranho. Pra mim, é como se você pegasse Justin Bieber e misturasse com um pouco de hardcore. É meio que um techno-pop/hard rock. É muito bom e interessante ao mesmo tempo. Amo isso, é uma coisa boa, mas sim, eu amo hard rock. Faz meu sangue ferver. *risos*

JFH: Como você soube que música era o que você queria fazer na vida? E quais outras potenciais carreiras você considerou quando era mais novo?

Colton: Eu joguei baseball por um bom tempo, e eu desisti disso pela música quando eu tinha uns 15 anos. Então, eu decidi que música era a minha “coisa” aos 13 anos; foi a primeira vez que eu cantei em público e eu fiquei extasiado com a sensação de que Deus estava me chamando pra isso, sabe, me chamando para essa direção. Se tivesse que escolher outra coisa, eu diria que teria que ser o baseball. Mas acho que foi uma boa escolha, sabendo agora o que eu sabia. Ou reverter isso, independente pra onde vai. *risos*

JFH: Muita gente jovem olha pra você como um “modelo de sorte” agora. Isso tem afetado a forma como você vê sua vida ou tem sido “negócios de costume”?

Colton: Tenho tido uma maior responsabilidade. Eu digo, eu não sou a “principal atração da festa”. Eu não bebo, não fumo, ou qualquer coisa assim. Mas mesmo em decisões normais, coisas simples, como qual filmes assistir – principalmente filmes que são muito comentados no Twitter/Facebook. Cara, definitivamente, há um público muito jovem que presta atenção em cada movimento que faço, e isso é o porquê de eu tentar ter a certeza de que estou sendo um bom exemplo para eles. Basta ter essa responsabilidade e ver o que eu posto tem sido bom pra mim, em tomar decisões no que eu assisto ou o que quer que eu faça. Sim, tem sido muito legal pra mim nesse aspecto, dar o exemplo.

JFH: Muito bom. Você tem 21 anos, né?

Colton: Sim, 21.

JFH: Há meio que um equilíbrio estranho agora, porque você é um adulto, mas você tem muito fãs mais novos olhando pra você, então eu tenho certeza de que há uma dinâmica estranha com o que você vai falar e outras coisas.

Colton: Certo, você tem que ter. Você tem que ter um cuidado sobre como abordar decisões “adultas”. É disso que se trata. Sabe, porque há um monte de “olhos” não adultos olhando pra você e pra essas decisões, e talvez a decisão certa, eles devem apenas não entender ou algo assim. Então, sim, principalmente apenas vendo o que você posta. *risos* Essa é provavelmente a maior coisa.

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JFH: Eu ouvi que você é um grande fã de Batman e eu estou presumindo que você viu o mais novo filme da trilogia de Christopher Nolan. Qual entre os três é o seu favorito e por quê?

Colton: Completamente! Eu diria que o meu favorito é o The Dark Knight (O Cavaleiro das Trevas, 2008). Acho o terceiro ótimo, mas queria que a Mulher-Gato foi mais parecida com a do filme do Tim Burton, mas eu escolho The Dark Knight porque o Heath Ledger apenas fez um trabalho fenomenal interpretando o Coringa. Eu sei que deve ter sido um feito, mas foi muito bom, sabe? Eu sei que Batman não é um filme de horror ou algo do gênero, mas houveram coisas que te faziam pirar. Foi isso, o Coringa era tão doentio e insano, e como ele fez isso, e eu achei que foi um filme bem pensado, retratando dois dos meus personagens favoritos, que são Batman e Coringa. Eu realmente amei aquele filme. Ainda amo.

JFH: Concordo, esse foi o meu favorito entre os três filmes. Foi extremamente bem feito. Aproveitando o assunto, se sua vida fosse um filme, quem você gostaria que interpretasse ‘você’ e qual seria a música-tema?

Colton: Hm, essa é uma ótima pergunta. Eu acho que eu amaria alguém como o Brad Pitt interpretando meu personagem, não vou mentir. *risos*. Cara, eu não sei, acho que Johnny Depp seria legal, ele não se parece em nada comigo, mas eu gosto dele como ator. Música-tema… “Jesus Freak”, do DC Talk.

JFH: Boa música. Bom CD, no geral, também.

Colton: Sim, bom CD, banda incrível.

JFH: Com certeza! Outro filme favorito, além de Batman?

Colton: Filmes favoritos. Hm, eu não posso listar apenas um, vou ser honesto contigo, listarei dois. Gladiator (Gladiador), com Russell Crow, e The Book of Eli (O Livro de Eli), com Denzel Washington.

JFH: Ambos são bons filmes, definitivamente. Ok, para a última questão, o que Deus tem te ensinado ultimamente?

Colton: Cara, eu acho que, desde a época do American Idol, apenas a depositar toda a minha confiança nEle e ser paciente, esperar, ouvir, sabe? Apenas confiar totalmente nEle. Ele vai começar o projeto dEle, mas no tempo dEle, então nós apenas precisamos ser pacientes com o que Ele está fazendo. Comigo, eu fazia uma oração e esperava que as coisas acontecessem. Mas Ele tem me ensinado que tudo acontece no Seu tempo e no Seu plano, e eu sou muito grato por ser parte disso. De um jeito tão grande, o álbum saiu, e mesmo com tudo isso, com o American Idol, com a primeira temporada que eu tentei, eu apenas me lembrei da sensação de pensar “cara, eu achei que era isso”. E Deus basicamente apenas dizendo “ainda não” ou “seja paciente, você precisa ser paciente”. E quando eu menos esperei, eu tentei em outro ano, e as coisas foram realmente bem, e eu soube que era Deus fazendo tudo porque eu não tinha mais nenhuma vontade de tentar de novo. *risos* Mas sim, definitivamente, apenas confiar totalmente nEle que tudo acontece de acordo com o Seu plano, em Seu tempo. Sim, definitivamente, isso é algo que eu tenho aprendido.

JFH: Muito bom, isso foi incrível. Bom, muito obrigada pelo seu tempo essa noite, Colton, e eu espero que você tenha um ótima noite.

Colton: Muito obrigado, foi muito legal conversar com você!

Fonte: JesusFreakHideOut

Tradução: Thamires Specht