Eu me detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, por um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse com voz forte e segura: “Cuide deste menino”. De alguma maneira, com um imenso nó na garganta, eu respondi: “Assim o farei”. Ele afastou Daniel de seu peito, lentamente, […]
Eu me detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus
braços, por um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse com voz forte e segura:
“Cuide deste menino”.
De alguma maneira, com um imenso nó na garganta,
eu respondi:
“Assim o farei”.
Ele afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor.
Peguei meu filho e o velho homem me disse:
“Deus o abençoe, senhor.
Você me deu um presente maravilhoso”.
Não pude dizer mais que um entrecortado “obrigado”.
Com Daniel nos meus braços, caminhei rapidamente
até o carro.
Minha esposa perguntava por que eu estava chorando
e segurando Daniel tão fortemente, e por que estava dizendo:
“Deus meu, Deus meu, me perdoe”.
Eu acabava de presenciar o amor de Cristo
através da inocência de um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um menino que viu
uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa suja.
Eu fui um cristão cego carregando um menino que não o era.
Eu senti que Deus estava me perguntando:
“Estás disposto a dividir seu filho por um momento?”,
quando Ele compartilhou Seu Filho por toda a eternidade.
O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou:
Eu asseguro que aquele que não aceite o reino de Deus
como um menino, não entrará nele.” (Lucas 18:17).






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